
domingo, 23 de janeiro de 2011
Cantigas modernas I

terça-feira, 18 de janeiro de 2011
O PESADELO DA BARBIE
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
O NATAL
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
O Porteiro

-Mas doutô eu num vi nada!
-Viu sim, aquela maldita estava com o amante!
-Eu num sei de nada, num sô observante.
-Quanto ela te deu para ficar de boca fechada?
-Ela quem doutô? Sô um hômi simplório.
-Minha esposa, aquela safada.
-Num fala assim da coitada.
-Defendeste ela? Tu tem culpa no cartório!
-Culpa quem doutô? Sô inocente.
-Isso só diz quem se defende.
-Mas se num mi defendo o doutô mi prende.
-Te prendo por quê? Abra o bico, servente!
-Doutô, num sei de nada, já disse.
-Não creio em você, estás a me enganar.
-Doutô, a galhada é sua, nada tenho a declarar.
-Galhada? Que galhada? Explique-se!
-Desgraçada! Me chifrou com todo mundo.
-Doutô, corno todo mundo é, basta ter muié.
-Ai meu Deus, então ela me traiu? Com qual vagabundo?
-Doutô, péra lá, eu não sou vagabundo, pega leve né....
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Mulher do século XXI !?

sábado, 6 de novembro de 2010
Cocota

Cumé qui é vacilão
Num sô mulé de bobêra
Sô gramurosa, sô partidão
Sô castelão a noite inteira
Cadiquê sô filezona do pedaço?
Purquê os preibói fica na minha
andu di moto suzuqui e carro só Picasso
sô cachorra sô gatinha
Sô purpurinada, sô tudo de bom
Desce e sobe, de ladinho
Só dá eu na Furacão
Sô da gaiola, sô do bonde do vinho
ps.: em homenagem aos funkeiros que se satisfazem fazendo catarse ao som dos pancadões
Dona Augusta

Dona Augusta odiava-se
Por ter nome de rua famosa
Contorcia-se, castigava-se
Motivo de chacota, piada maldosa
Quis morrer, fustigava-se, flagelava-se
Quando a chamavam de mimosa
“É tudo nome de rua!” – dizia-se.
Dona Augusta deprimia-se, andava sempre desgostosa
Um dia, no alto do morro barrento
Dona Augusta resolveu o seu tormento
Exibiu nova certidão de nascimento
“Meu nome agora é Salomé, seus jumento!”
Coitada de Dona Augusta, agora Salomé
“Exegese e hermenêutica? Não sei o que é!”
O povo do morro, irônico e sarcástico, continua a pegar-lhe no pé